Thursday, October 21, 2004


Contemplo o lago mudo

Contemplo o lago mudo
Que uma brisa estremece.
Não sei se penso em tudo
Ou se tudo me esquece.
O lago nada me diz,
Não sinto a brisa mexê-lo
Não sei se sou feliz
Nem se desejo sê-lo.
Trêmulos vincos risonhos
Na água adormecida.
Por que fiz eu dos sonhos
A minha única vida?

Fernando Pessoa, 4-8-1930

1 Deixaram aqui suas Palavra(s) de Amor:

Maria Branco

É belissimo este poema de Fernando Pessoa, mas inquietante, quando não sabemos se somos felizes, quando olhamos e nada vemos, quando não aproveitamos ao maximo o que ela nos dá, e nos perguntamos, que fiz eu da vida? Essa é uma pergunta que doi, que fere... Espero que nunca a sintas... Que te olhes e saibas a razão do teu sorriso, e mesmo que não o sintas hoje, que saibas que amanha ele será uma certeza, porque tudo fazes para o conseguir! Isto é não permitir que a vida nos viva...Beijos. Desejo de uma noite feliz!

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