Monday, August 06, 2007

- "Doutora, o cancer está me matando!!!"

Há aproximadamente uma semana, tive a oportunidade de saber de uma história que, nao houvesse sido contada por minha mae e nao houvesse se passado com minha prima (Dra. Alice Marinho), eu nao teria acreditado...

Uma história que chega a ter o seu toque de graça, principalmente nos dias atuais, em pleno século XXI, onde se supoe a tecnologia já seja tao avançada que nao deixe margem a certos tipos de equívocos. Mas claro está que tudo depende enormemente de onde os fatos ocorram, isso é verdade! E talvez esta tenha sido a causa principal deste inusitado acontecimento...

O ocorrido se deu no menor estado brasileiro, um estado pequenino, mas muito atrevido, afinal todos brincam dizendo que é o único estado brasileiro que queria ser carro, Sergipe (ser - jeep). Bom, mas o fato é que no interior deste pequeno estado, na regiao Nordeste do Brasil, a tecnologia ainda nao chegou a certos povoados, que ainda estao a viver no século XVIII e olhe lá... :o)

Há alguns meses, a D. Maria (vamos chamá-la assim) foi ao médico de sua pequena cidade porque estava com a menstruaçao atrasada e nao sabia o que poderia estar acontecendo, vez que estava se "prevenindo" com anti-conceptivos. O Dr. José (também vamos chamá-lo assim) médico de muito respeito na cidadezinha fez toda uma "bateria" de exames na D. Maria, de todos os tipos, e nada encontrando, diagnosticou que a D. Maria, 41 anos, mae de 4 filhos pequenos, estava com um cancer no útero... Resignada, assustada, desiludida, a D. Maria resolveu voltar para casa e esperar pelo dia da morte segura...

Durante meses ela sofreu, chorou, desesperou-se ao ver que a cada mes, o cancer aumentava e aumentava, a ponto de quase "estourar" a barriga, com um peso absurdo... Mas o pior ainda estava por vir... as dores... até entao o cancer tinha se comportado bem, as vezes se movia, as vezes fazia com que D. Maria tivesse vontade de vomitar, as vezes vontade de comer algo extraordinário, mas nao doía e a dor, violenta, fez com que D. Maria se destinasse a ir a capital do estado, pois já que sabia que ia morrer, que morresse, pelo menos, nas maos de médicos competentes...

D. Maria, cheia de dor, viajou a capital, Aracaju e foi atendida em um dos hospitais mais conhecidos pela Dra. Alice, oncologista. Chegando ao hospital, contou toda a sua história a doutora e completou, no auge da dor: "-Doutora, o cancer está me matando!!!"...

A doutora, achando a situaçao um tanto estranha, mandou que a D. Maria se deitasse na sala de ultrassom, enquanto organizava tudo e arrumava o aparelho para fazer uma ultrassonografia na barriga volumosa...

Nisso estava quando as enfermeiras começaram a correr e gritar: "- Rápido, corre, chega!!! que já está nascendo!"

Vejam só, queridos amigos! Eis que o cancer nasceu e nasceu menina, pesando quase 4 kilos, medindo 50 cm, absolutamente saudável, tanto quanto D. Maria, que tem sim, saúde suficiente para cuidar (por muito tempo), agora, de 5 filhos... Quem diria!!!

E como diz a história, "entrou por uma perna de pinto, saiu por uma de pato... e quem quiser que conte mais quatro..." :o)

Mas esta sim, foi verdade... acreditem! :o)

Beijos, flores e muitos sorrisos para todos!

5 Deixaram aqui suas Palavra(s) de Amor:

minds

Realmente!!!! ahahahahahah

Afinal o cancer era bebe!!! lol

bj

DE-PROPOSITO

Certamente, que coisas de um país que não zela muito pelas pessoas.Aí, e em muitos outros lugares do mundo.
Felicidades.
Manuel

david santos

Grande texto. Parabéns.
Agora, independentemente do que ele nos disse, devemos reflectir sobre ele.
Muito obrigado.

looking4good

Uma história que felizmente terminou bem. Se gerar um folho em condições normais já não é fácil imaginem nesta situação.. Se fosse cá já havia propcessos judiciais, pedidos de indemnização por danos morais e psicológicos, etc... Querida amiga tenha um optimo fim de semana :)

Amita

Esta é uma história verídica digna de ser publicada e ainda bem que o fizeste. De uma amarga gestação, por incúria do médico, por falta de recursos, do isolamento a que as pequenas povoações são votadas por quem pode, etc, etc, finalmente tudo acaba em alegria e mais um ser veio ao mundo.
Como curiosidade, minha amiga, digo-te que, nos tempos que correm, nunca nasceram tantas crianças em ambulâncias e carrinhas de bombeiros, como actualmente acontece por aqui (não têm tempo para chegar às maternidades dado que muitas foram encerradas porque, financeiramente, não se justificava a sua manutenção).
Felizmente, como sabes, vivo no Porto, e a minha filha grávida de gémeos não terá esses problemas (assim confio e espero).
Adorei rever-te, doce amiga, e sentir de novo a tua humanidade e sensibilidade.
Um bjinho grande e um caminho cheiínho de luz e paz

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